sábado, 18 de junho de 2016

Projeto Viva o Semiárido seleciona formadores em educação contextualizada

O Projeto Viva o Semiárido, desenvolvido pelo Governo do Estado do Piauí em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola – FIDA, lançou edital de seleção para a contratação de formadores(as) especializados(as) em Educação do Campo e Contextualizada para realizar a formação de professores e gestores das escolas em 40 municípios do semiárido piauiense.
Serão contratados 01 consultor(a) e 06 formadores(as) em educação contextualizada que darão suporte teórico ao planejamento e realizarão a formação de professores e gestores das escolas estaduais e municipais, Centros Educacionais de Educação Profissional Rural – CEEPRU’s e Escolas Famílias Agrícolas – EFA’s, prestando-lhes assistência nas atividades a serem desenvolvidas nas escolas no decorrer do projeto.
Os candidatos precisam ser graduados em pedagogia ou licenciatura, possuir pós-graduação em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido ou Educação do Campo (latu ou stricto sensu) e ter experiência mínima de cinco anos comprovada em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido ou Educação do Campo, com ênfase em formação e/ou gestão.

Área de atuação do projeto

O processo de contratação está sob a responsabilidade do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). O contrato terá vigência de 18 meses e os formadores irão atuar nos territórios do Vale do Sambito, Vale do Rio Guaribas, Vale do Rio Canindé e Serra da Capivara. As inscrições poderão ser efetivadas até o dia 30/06/16 no site do IICA: http://www.iicabr.iica.org.br/pessoa-fisica
 O Projeto Viva o Semiárido integra a estratégia do desenvolvimento territorial sustentável e participativo do Governo do Piauí, da qual fazem parte as políticas públicas de redução da pobreza e do desenvolvimento rural. Essa estratégia de desenvolvimento territorial articula o poder público governamental e a sociedade civil na definição de investimentos prioritários em cada território, os quais são consolidados nos Planos Locais e Regionais de Desenvolvimento.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

UFPI promove Ciclo de Debate sobre Educação do Campo

O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação do Campo (NUPECAMPO), vinculado ao Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal do Piauí, promoverá nos dias 28 e 29 de junho/2016, o I Ciclo de Debate sobre Educação do Campo, no Auditório Salomé Cabral – CCE/UFPI.
O Ciclo de Debate tem como objetivo fomentar reflexões sobre as diferentes concepções que permeiam o debate da Educação do Campo, bem como, compreender os avanços políticos conquistados na luta pela Educação do Campo no Brasil.
O evento é gratuito e será direcionado prioritariamente para professores, estudantes de graduação e pós-graduação e militantes de movimentos sociais. Os interessados poderão fazer a inscrição na Coordenação de Educação do Campo e Departamento de Fundamentos da Educação no Centro de Ciências da Educação – UFPI, no período de 10 a 27 de junho/2016.

PROGRAMAÇÃO:

TERÇA-FEIRA - 28 DE JUNHO/2016

17h - Credenciamento
Apresentação musical
18h - Abertura
19h - MESA I: O Povo do Campo tem Direito à Educação?
Exposição: Profa. Maria Sueli Rodrigues (CCHL/UFPI)
Coord.: Patrícia Lima

QUARTA-FEIRA - 29 DE JUNHO/2016

8h - Apresentação musical
8h30 - MESA II: Da Educação Rural à Educação do Campo
Exposição: Prof. Francisco Williams (CCE/UFPI) e Prof. Baltazar Cortez (CCE/UFPI)
 Coord.: Maria Sueleuda P. da Silva

10h30 às 11h30 - Socialização de Experiências em Educação do Campo
-                       -       Experiência do MST;
-        Escola Família Agrícola - Fundação Santa Angela
14h - MESA III:  A Formação de Educadores do Campo: as contribuições das Licenciaturas em Educação do Campo
Exposição: professores do Curso de Licenciatura em Educação do Campo UFPI
Coord.: Elmo de Souza Lima
16h30 às 17h30 - Socialização de Experiências em Educação do Campo
-        Centro de Formação Mandacaru
-        Escola de Formação – CONTAG/FETAG

18h - MESA IV: As Políticas de Educação do Campo no Brasil
Exposição: Marli Clementino (CCE/UFPI) e Profa. Raimunda Alves Melo (CCE/UFPI)
Coord.: Luiz Jesus Santos Bonfim

sábado, 30 de abril de 2016

II Encontro Interdisciplinar de Educação do Campo discute sobre Educação contextualizada no Semiárido

O Curso de Licenciatura em Educação do Campo promoveu o II Encontro Interdisciplinar de Educação do Campo, no período de 26 a 29 de abril, com o tema “Integrando e vivenciando saberes no sertão piauiense”, na Universidade Federal do Piauí, Campus de Picos.
O evento foi organizado junto com a VI Semana de Biologia e contou com a participação de 250 estudantes e professores que participaram de diversas atividades, como minicursos, palestras, mesas redondas e apresentação de trabalhos acadêmicos desenvolvidos pelos estudantes do Curso de Licenciatura em Educação do Campo.
A Educação contextualizada no Semiárido foi um dos temas de discutidos no evento. Na tarde do dia 27/04, o Prof. Dr. Elmo de Souza Lima, do Centro de Ciências da Educação da UFPI – Teresina, fez uma exposição sobre os princípios políticos que orientam as práticas educativas contextualizadas, destacando a importância deste projeto de educação para o desenvolvimento da região a partir da convivência com o semiárido.
Para a professora Dra. Tamaris Gimenez Pinheiro, coordenadora do Curso de Licenciatura em Educação no Campo, o evento foi pensado com o propósito favorecer a troca de experiência entre os estudantes acerca do trabalho que estão sendo desenvolvidos durante o curso.
“Essa integração com alunos e professores de outros cursos cria uma identidade como estudantes universitários, além de levar a comunidade rural para os acadêmicos da instituição, que muitas vezes vêm da comunidade, mas não a enxergam com a tamanha riqueza de material científico, de identidade e de história. E esse curso quer realmente proporcionar este olhar, reconhecimento e identificação”, destaca.
Sobre os temas trabalhados, a coordenadora afirma que tudo o que está sendo apresentado é fruto de vivência da educação do campo nas comunidades rurais e da integração com as ciências biológicas.
Segundo Tamaris, o tema “integração” e o “sertão” como foco principal “foi pensado pela valorização, porque o semiárido e o sertão, historicamente, são degradados, abandonados e sempre vistos como uma coisa feia e pobre. “Se olharmos em volta de tudo o que está sendo produzido nestas comunidades que são do sertão e fincadas dentro do semiárido, a gente consegue perceber uma riqueza imensa de tudo: de saberes, de cultura, de historias, de pessoas, e isso têm que ser preservado”, disse a professora.
Durante o evento, o Núcleo da Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB) em Picos fez uma reunião envolvendo educadores, gestores e alunos da UFPI e da educação básica com o propósito de discutir as estratégias de fortalecimento das experiências pilotos em educação contextualizada no semiárido nos municípios de Picos, Itainópolis e Ipiranga.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Estudantes do semiárido participam de atividades durante a Semana da Água

Diversas escolas realizaram atividades educativas na Semana da Água (21 a 25 de março/2016) voltadas à discussão sobre a importância e o uso sustentável da água no semiárido brasileiro, buscando incentivar a adoção de práticas de convivência com o semiárido.
A Escola Municipal Liberato Vieira, localizada em Ipiranga, realizou visita de intercâmbio na comunidade Caatinga Alta como parte das atividades desenvolvidas durante a Semana da Água. Durante a atividade os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a experiência de uso racional da água a partir da captação e armazenamento de água de chuva para consumo humano e produção de alimentos em uma propriedade familiar. 
Na propriedade de Seu Valmair, beneficiária do Programa Uma Terra e Duas águas - P1+2, professores e alunos conheceram a Cisterna Calçadão, com capacidade de armazenamento de 52 mil litros de água para a produção de alimentos e a Cisterna de Placas com 16 mil litros. O P1+2 é executado no município pela Escola de Formação Paulo de Tarso (EFPT) e a Asa Brasil.
Além dessas tecnologias, o agricultor apresentou as atividades que desenvolve no seu quintal produtivo como: criação de porcos, criação de ovelha, criação de galinha caipira, criação caprinos, horta orgânica, pomar orgânico, cultivo de palma forrageira e prática de raleamento da caatinga para formação de pastagem nativa para os animais.
Durante o intercâmbio, a equipe de técnicos da EFPT fez ainda demonstração de algumas práticas agroecológicas referentes ao manejo sustentável do solo e da água entre elas: curvas de nível, cobertura morta do solo, precipitação de chuvas.
Para Genival Araújo, técnico da EFPT, a atividade foi positiva uma vez que tive a participação de alunos, professores, pais e funcionários da Escola Liberato Vieira. Para ele, as práticas agroecológicas vivenciadas durante esta atividade mostram o quanto é importante fazermos a integração da educação com a agricultura familiar. Por isto “é fundamental reforçar a importância da educação contextualizada para a melhoria da qualidade de vida nas comunidades rurais do semiárido”, conclui.
Além da visita de intercâmbio, os professores desenvolveram atividades interdisciplinares na escola voltadas à discussão e o aprofundamento sobre a importância da água no semiárido, bem como, sobre as alternativas de captação e uso sustentável da água.
Este trabalho faz parte do Projeto de Educação contextualizada no Semiárido desenvolvido pela Escola Municipal Liberato Vieira, desde 2012, numa parceria entre a Universidade Federal do Piauí, a Rede de Educação no Semiárido Brasileiro e a Escola de Formação Paulo de Tarso.

quarta-feira, 23 de março de 2016

UFPI lança edital de seleção da Licenciatura em Educação do Campo

A Universidade Federal do Piauí lançou o Edital de Seleção destinado ao preenchimento de 240 (duzentas e quarenta) vagas, nos Cursos de Licenciatura em Educação do Campo, assim distribuídas: 60 vagas - Licenciatura em Educação do Campo/Ciências da Natureza – Teresina; 60 vagas - Licenciatura em Educação do Campo/Ciências da Natureza –  Picos; 60 vagas - Licenciatura em Educação do Campo/Ciências da Natureza – Floriano; 60 vagas – Licenciatura em Educação do Campo/Ciências Sociais e Humanas – Bom Jesus. 
Os cursos são organizados em sistema de alternância, na forma de blocos integrados. Cada bloco divide-se em atividades de Tempo-Universidade e Tempo-Comunidade. As atividades anuais de Tempo-Universidade serão de 60 dias, no período de férias, o restante será destinado às atividades da dimensão tempo-comunidade que serão orientadas e acompanhadas pelos professores nos períodos em que não estão em sala da aula.Ao final de cada disciplina, haverá a orientação de atividades a serem realizadas no tempo-comunidade.
Poderão participar do Processo Seletivo professores e outros profissionais da educação em exercício nas escolas do campo da rede pública que não tenham formação em nível superior; professores e outros profissionais da educação que atuem nos centros de alternância ou em experiências educacionais alternativas de Educação do Campo; jovens e adultos de comunidades do campo e participantes de instituições e movimentos sociais que atuam no espaço socioterritorial do campo, que não tenham formação em nível superior.
As inscrições poderão ser efetuadas exclusivamente via internet, no endereço eletrônico www.ufpi.br/copese, no período de 05/04/2016 até 04/05/2016. O processo seletivo consiste numa prova escrita com 30 (trinta) questões, sendo 10 (dez) questões de Língua Portuguesa, 10 (dez) questões de Matemática e 10 (dez) questões de Conhecimentos Gerais do tipo objetiva de múltipla escolha e de uma Redação.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Movimentos sociais se mobilizam contra militarização de escolas públicas no Piauí


A Central Única dos Trabalhadores no Estado do Piauí (CUT-PI) vem articulando um grupo de entidades e movimentos sociais com o propósito de aprofundar a discussão sobre o projeto de militarização de escola e promover atos e mobilizações contra militarização de escolas públicas no Estado do Piauí.
Para o presidente da CUT-PI, Paulo Bezerra, “A CUT-PI não acredita que a militarização nas escolas possa trazer algo que venha somar mais a educação já implementada pela secretária de Educação no Estado do Piauí, acreditamos que podemos ter a nossa posição, fortalecemos ser contrários, vamos continuar fazendo esse debate, tem que ser implementado de fato é o sistema educacional tradicional que é um projeto de educação para estados e municípios, uma responsabilidade do estado e não do sistema militar dos pais”.
O Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado do Piauí (SINTE-PI) também vem se mobilizando contra o projeto de militarização das escolas. Para Kassyus Lages, Secretário de Comunicação do SINTE-PI, "Temos uma divergência com o governo do estado do Piauí com relação a militarização nas escolas, tendo em vista que não é a solução para disciplina destas, e não tão pouco para melhorias da qualidade desse tipo de ensino.
Os debates em torno da militarização das escolas públicas também têm envolvidos especialistas e pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e do Instituto Federal de Educação do Piauí (IFPI). Além disso, tem mobilizando também membros dos grupos de direitos humanos e do direito da criança e do adolescente.
Na última plenária realizada pela CUT-PI, no dia 05 de fevereiro, decidiu-se pela produção de um manifestado contra a militarização das escolas públicas, que foi assinado por mais de 50 entidades e organizações sociais, e a realização de um ato público no Teatro de Arena em Teresina, no dia 15 de fevereiro.
Além disso, está programada também a realização da Mesa de Debate: “Educação pública e práticas de liberdade: contra a militarização das escolas”, no dia 03/03/2016, no auditório do Centro de Ciências da Educação da UFPI.

Processo de militarização no Brasil
Este processo de militarização das escolas públicas vem ocorrendo em vários outros estados brasileiros, a exemplo de Goiás, Amazonas e Sergipe. A chama "militarização" das escolas aparece como uma resposta à crescente violência no ambiente estudantil, seja contra professores, servidores ou entre os próprios alunos, além de relatos de tráfico de drogas.
Para a doutora em Ciência da Educação e coordenadora do Observatório de Violência nas Escolas do Brasil, Miriam Abramovay, o caso da violência entre adolescentes e jovens não vai ser resolvido somente com repressão e disciplinamento. Este fato está relacionado também com as questões estruturais da sociedade, as desigualdades sociais e a ausência de políticas públicas na área de educação, cultura, esporte e lazer para a juventude. 

Veja o manifesto contra a militarização das escolas

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Educação contextualizada promove autonomia e criticidade dos/as educandos/as

A equipe pedagógica do Projeto de Formação de Educadores no contexto do Semiárido, desenvolvido pela Universidade Federal do Piauí no Município de Ipiranga, realizou na última sexta-feira (18/12) uma oficina de avaliação do projeto educativo implementado na Escola Municipal Liberato Vieira na perspectiva da educação para a convivência com o semiárido.
Este trabalho de avaliação foi desenvolvido a partir de dois objetivos básicos: refletir sobre o percurso trilhado na construção da proposta de educação contextualizada no semiárido e avaliar o trabalho desenvolvido pela escola em 2015, identificando os avanços e desafios na construção da proposta pedagógica contextualizada;
Considerando a complexidade que envolve a avaliação de projetos educativos construídos numa perspectiva interdisciplinar e contextualizada, pensou-se  numa proposta avaliativa que articulasse ou contemplasse uma reflexão sobre os princípios políticos e pedagógicos que orientam a proposta de educação contextualizada no semiárido.
Nessa perspectiva, os diálogos críticos construídos em torno das práticas educativas e dos projetos desenvolvidos pela Escola Municipal Liberato Vieira partiu das dimensões políticas e pedagógicas: 
-   Desenvolvimento integral dos/as educandos/as, contemplando o desenvolvido da autonomia, criatividade e postura crítica dos educandos, bem como, a aquisição de conhecimentos e habilidades, e a formação de atitudes e valores como instrumentos para uma visão crítica do mundo; 
- Articulação e troca de experiências com a comunidade, voltado à compreensão do processo de articulação e parceria com a comunidade e da participação ativa da comunidade nas atividades educativas; 
-   Processo de contextualização e inovação da prática educativa, associado à compreensão do processo de contextualização das práticas educativas e a articulação entre teoria e prática, bem como, do processo de inovações pedagógicas, associada às novas alternativas de produção do conhecimento e desenvolvimento do ensino aprendizagem; 
-   O processo de construção e articulação dos conhecimentos, nos qual se buscou compreender os caminhos trilhados no processo de organização da proposta curricular, contemplando a definição dos eixos temáticos centrais e as estratégias de articulação interdisciplinar entre os diferentes saberes e as áreas do conhecimento. Foi considerando neste processo, os conhecimentos pedagógicos construídos e os desafios políticos e epistemológicos que ainda precisam ser superados.
Neste trabalho, ficou evidente nos depoimentos de alunos e professores que um dos aspectos relevantes neste trabalho com a educação contextualizada é a capacidade deste trabalho na formação crítica dos educandos e no desenvolvimento da autonomia.
Para os professores, na medida em que os/as educandos/as são instigados a pesquisar e refletir sobre sua realidade/contexto, dialogando e trocando experiências entre os colegas e com a comunidade, há um processo de redescoberta de si e de suas potencialidades, tornando-os mais confiantes e conscientes de sua capacidade. Isto reflete na postura crítica que passam a ter no contexto das atividades educativas, assim como, diante da realidade da escola e da comunidade.
Os educandos também fazem questão de evidenciar o crescimento deles neste processo, principalmente no desenvolvimento da autoestima, no reconhecimento de que eles são capazes de aprender e fazer coisas novas e inovadoras na comunidade e na escola.
Diante deste cenário, inúmeros limites são superados pelos/as educandos/as neste processo de ensinar/aprender, levando educandos/as e educadores/as a estabelecerem fecundas parcerias e trocas de experiências na construção dos projetos educativos. “Somos surpreendidos cotidianamente pelos educandos com suas capacidades de inovar e criar dentro deste trabalho de estudo e redescoberta da realidade”, enfatiza a diretora Reginalda Alves.